Amanhecer – Stephenie Meyer

5 11 2009

amanhecerO terceiro livro da Saga Twilight costura todas as histórias esboçadas nos três primeiros livros e cria um conflito final, pouco emocianente ao meu ver, em comparação às aventuras dos outros volumes da saga. Mas de qualquer forma o amadurecimento dos personagens é sentido de forma mais intensa e novas perspectivas surgem para finalizar a saga de amor e transformações na vida de Bella, agora mais do que nunca uma poderosa imortal, perfeita, linda e com grande desenvoltura (chega de tropeções e escorregões).

O Amanhecer é dividido em três grande capítulos, o primeiro e o último mantêm as impressões de Bella como primeira pessoa ao narrar a história e o segundo traz a narrativa de Jacob em primeira pessoa contando-nos suas impressões.

Fiquei um pouco decepcionada com o caminho que a história tomou, achei um pouco entediante a primeira parte, melhorando um pouco onde Jacob conta um sua visão. E o final…..Aaah o final certamente seria um grande clichê “ e viveram felizes para sempre”.

Tudo bem, tudo bem; clichês são legais às vezes, ainda mais um que termina dessa forma, quem não quer um final feliz!





Eclipse – Stephenie Meyer

24 10 2009

eclipseEclipse é o terceiro livro da Saga Twilight. Retomei a leitura dessa série depois de aproximadamente um ano que li o primeiro livro.

Este livro continua com a saga de Bella, agora um pouco mais madura, apresenta novas histórias acompanhadas do fechamento de outras.

Fatos novos e um pouco de informações sobre o passado do clã dos vampiros e dos lobisomens; além de novos personagens.

O triangulo amoroso (Edward, Bella e Jacob) fica mais evidente e mais forte, o que auxilia na complexidade da trama. Acordos são feitos e laços de amizades antes condenados agora são vistos com outros olhos diante das circunstancias.

Apesar de estar focado um pouco mais no amadurecimento dos personagens, o livro também contempla momentos de ação. Eclipse é um recomeço para enfim chegarmos perto do Amanhecer.

Nos cinemas, a estréia de Lua Nova, com direção de Chris Weitz está prevista para 20 de novembro. As filmagens de Eclipse já começaram.

Veja o trailer (um tanto dramático) de Lua Nova:





A Revolução dos Bichos – George Orwell

18 08 2009

revolucao_bichosUma fábula sensacional narrada com muito humor dentro de um contexto político e histórico.

A narrativa faz menção aos fatos ocorridos durante a Guerra Fria e a ditadura stalinista na URSS, mas me fez lembrar muito da corrupção brasileira, dos absurdos atos secretos do congresso e de todos os conchavos políticos que acontecem aqui nos trópicos, incluindo a repressão à liberdade de imprensa.

No contexto literário, a fábula é envolvente possuindo uma construção engenhosa de desenvolvimento psicológico de personagens e a (nítida) zoomorfização de figuras políticas e classes sociais.

A revolução dos Bichos foi publicada em 1945 e causou um mal estar, pois foi claramente percebida como uma sátira da ditadura  de Stálin.

Nesta edição esta incluido um esclarecedor posfácio de Christopher Hitchens, que  ajuda a esclarecer alguns dados importantes da história que acabam passando despercebidos para quem não vivenciou a época; e também dois prefácios escritos por George Orwell. Um escrito para a edição inglesa, que fala sobre a liberdade de imprensa, e outro prefácio que foi destinado para a edição ucraniana.





O Jardineiro que Tinha Fé – Clarissa Pinkola Estés

2 08 2009

O jardineiro que tinha féEsse pequeno livro foi um grande achado. Escrito pela psicanalista junguiana e grande contadora de histórias Clarissa Pinkola Estés, é um magnífico conto sobre perda, sobrevivência, renascimento e esperança.

O conteúdo da fábula faz parte das memórias de infância da autora, que é descendente de hungaros que se refugiaram nos Estados Unidos depois da 2ªGuerra Mundial.

Narrado com uma simplicidade que acaricia a alma, um profundo otimismo e uma grande carga de realidade. Sendo a autora a única criança de sua família que sobreviveu aos horrores da Guerra, ela conta em forma de memórias (incluindo essa pequena fábula), seu encontro com o Tio Zovár. Com a percepção de uma criança que teve que amadurecer com dores, perdas e sempre ouvindo as histórias dos mais velhos, esse livro conta um pouco de como a prática de contar histórias atravessa gerações e transforma pessoas.

Ele possui uma beleza ímpar e uma sabedoria que somente a experiência e a realidade podem gerar. É uma leitura repleto de esperança, fé e emoção.

A semente nova tem fé.
Ela se enraíza mais fundo nos lugares que estão mais vazios.





Histórias Extraordinárias – Edgar Allan Poe

25 07 2009

Histórias ExtraordináriasDepois de um longo Outuno voltei. Sei que prometi manter um ritmo de leitura, mas como a vida é cheia de mudanças e novidades, as vezes temos que dar maior atenção a outras esferas da vida.

De qualquer forma estou aqui, depois de correr atras de alguns sonhos e mudar de área de trabalho. Tudo isso embalado por Edgar Allen Poe e suas Histórias Extraordinárias, um pocketbook da Companhia de Bolso (uma subdivisão da Companhia das Letras).

Demorei bastante com essa leitura, pois minha vida estava literamente encoberta por sombras e nuvens. Então acho que o tempo de “digerir” cada história foi maior do que deveria ser.

Mas enfim, nessa seleção de histórias e contos temos os famosos textos: O gato preto, A máscara da morte rubra, O Diabo no campanário, O escaravelho de ouro e O coração delator.

A narrativa de Allan Poe é muito intensa, descritiva, investigativa, mórbida e compulsiva. Algumas histórias te devoram, te consomem;  outras possuem um humor ácido, um terror assombroso que dá arrepios pensar em como funcionava a mente (e a alma atormentada) desse poeta, tão admirado por Baudelaire.

Confesso que as vezes, você pode ficar entediado com tanto “verbo” para chegar no foco da narrativa, mas Allan Poe é assim e sem isso não seria Allan Poe.
Uma ótima leitura para amantes da literatura de terror e suspense





Contos de Terror do Tio Montague – Chris Priestley

14 05 2009

montagueO terror britânico sempre foi o meu favorito. Frio, neblina, personagens horripilantes, lendas antiquíssimas, assasinatos macabros; parece que o clima europeu é propício para contos de terror.

Chris Priestley mostra em seu primeiro livro “Contos de Terror do Tio Montague” que é um ótimo escritor do gênero.

Super detalhista ao descrever o ambiente, ele tem a sacada sensacional de adicionar a cada conto um objeto que torna a história mais palpável e real.

O livro possui 11 contos que são alinhavados por uma história base: a ida de Edgar a casa de seu tio Montague.

Os contos tem muito suspense e na sua grande maioria um final surpreendente. Algumas histórias esboçam um final, sem chegar a ele de fato o que deixa a imaginação ainda mais ativa para outras possibilidades de final mais ou menos horripilantes que a sugerida no conto.

É uma ótima leitura para adolescentes e não crianças, pois em alguns momentos chega ser perturbador o desfeço dos contos.

Com ilustrações de David Roberts, esse livro é um belo presente para adolescentes que desejam começar a desenvolver o gosto pela leitura.





Água para Elefantes – Sara Gruen

9 05 2009

elefantesTerminei de ler esse livro e pensei:  “Nossa vai ser dificil definir o que estou sentindo agora?”. Em um percurso que oscilou entre achar trechos ora sensacionais, ora piegas tenho que admitir que o despertar da condição humana é um traço marcante na criação de Sara Gruen.

Água para Elefantes conta a história dos circos norte-americanos da década de 30 e também esboça o tema da velhice.
Em uma casa para repouso, Jacob Jankowski nos conta através de seus pensamentos como foi sua vida logo após um acidente que matou seus pais.

Transtornado com o ocorrido ele foge da cidade pulando no primeiro trem que passa pelas redondezas. Esse trem é nada mais nada menos do que o trem do Circo dos Irmãos Benzini – O Maior Espetáculo da Terra.

O livro possui capítulos que intercalam-se entre as memórias de Jacob, que esta agora com 90 anos (ou seria 93?) e sua vida no circo, suas dificuldades, descobertas e paixões.

Sara Gruen nos envolve de forma sutil em sua história e seus personagens. Um livro leve e gostoso.

Ao final da história a autora conta numa nota sobre sua pesquisa no Museu Circus World em Baraboo, Wisconsin e na descoberta de dois livros que a inspirou em escrever essa história. Os livros são: Step Right This Way: The Photographs, de Edward J. Kelty e Wild, Weird and Wonderful: The American Circus as Seen, de F. W. Glaiser.

Para amantes e simpatizantes de circo, suas histórias e lendas, Água para Elefantes” é um livro adorável.





Fogo nas Entranhas – Pedro Almodóvar

15 04 2009

fogonasentranhasDeliciosamente bem humorado e escrachado é a história surreal contada por Pedro Almodóvar neste pequeno livro de ficção erótica.

Com prefácio de Regina Casé, o livro começa alegre, vulgar, excitante e muitas vezes hilário.

A história inicia-se com pequenos capítulos, que parecem não fazer parte da mesma narrativa, e depois de forma natural elas se fundem formando um enredo rico em personagens nonsense. É dificil parar de ler.

Fogo nas entranhas é uma leitura descontraída e de boa qualidade, até mesmo porque Pedro Almodóvar dispensa comentários.

A base da trama são as aventuras sexuais de um chinês dono de uma fábrica de absorventes femininos em Madrid.

Os capítulos se entrelaçam, os personagens alternam personalidades e humores; e certamente algumas situações da história dariam ótimas cenas de filmes e possem uma autenticidade de dar inveja.

Delícia! ;D





O livro dos Abraços – Eduardo Galeano

14 04 2009

abracosEsse pocket book é uma ótima leitura entre um romance e outro. Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio tem um texto politizado e inquietante sobre a realidade Sulamericana.

O livro dos abraços é uma coletânea de pequenas histórias, relatos, memórias pessoais e coletivas.

Em suas andanças e viagens pela América do Sul, Galeano foi buscando histórias que refletissem o cotidiano desses povos e também “causos”, lendas e pequenos momentos.

Muitos textos se referem a momentos políticos, outros são críticas sociais e outras histórias são momentos de pessoas comuns, textos poéticos e celebração ao ser humano e suas artes.

O livro conta com 270 “momentos”.

Um texto que gosto muito e que se refere ao Brasil é a Crônica da cidade do Rio de Janeiro.

Crônica da Cidade do Rio de Janeiro.

No alto da noite do Rio de Janeiro, luminoso, generoso, o Cristo Redentor estende os braços. Debaixo desses braços os netos dos escravos encontram amparo.

Uma mulher descalça olha o Cristo, lá de baixo, e apontando seu furgor, diz, muito tristemente: “Daqui a pouco, já não estará mais aí. Ouvi dizer que vão tirar Ele daí.”

“Não se preocupe”- tranquiliza sua vizinha – “Não se preocupe, Ele volta.”

A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia. Na cidade violenta, soam tiros e também tambores: os atabaques, ansiosos de consolo e de vingança, chamam os deuses africanos. Cristo sozinho não basta.





Conversas com Woody Allen – Eric Lax

9 04 2009

woody1Eric Lax nos presenteia com um livro interessantíssimo sobre a trajetória de Woody Allen no cinema, seus filmes, seu processo de criação e desenvolvimento de suas idéias. O livro conta com histórias e entrevistas desde 1971 até o data de sua publicação.

É separado em capítulos, que se assemelham ao desenrolar da produção de um filme, o que facilita o entendimento dessas etapas e pode ser lido em ordem aleatória, pois volta no tempo e elabora todo o conteúdo apartir do tema escolhido.

O próprio Woody Allen nos conta sua maneira de criar histórias, escrever, escolher atores, locações, filmar, sua dinâmica no set; os progressos na direção, a montagem dos filmes, trilha sonora e por fim dá uma visão geral de sua carreira.

No meio disso tudo ele conta que a comédia não é o seu tema preferido e que adora escrever e fazer filmes dramáticos, no estilo europeu (não “melodramáticos” americanos, como ele mesmo diz).

Ele também desmente a idéia de ser um autor autobiográfico e diz que muitas das vezes exagera no personagem e cria situações para compor melhor a história.

“Os meus filmes tem sido muito auto-expressivos; isso é tomado erroneamente por autobiografia. São expressões e observações minhas, ou sentimentos meus, mas o que se vê na tela na maior parte das vezes é totalmente inventado, só que essas invenções estão a serviço dos meus pensamentos.”

Ele se revela uma pessoa dominadora, (quase um homem-polvo….heheh) que gosta de fazer tudo e tomar conta de tudo. Passou a impressão de que deve ser “terrivel” para a equipe trabalhar com ele. Pois ele vai criando e mudando o rumo do filme no meio do set. Deve ser no mínimo uma experiência desafiadora para a equipe.

As entrevistas revelam muito do temperamento e preferências culturais de Woody Allen, mas não entra em questões pessoais. O livro é todo voltando à sua vida profissional e processo criativo.
:)