Tive curiosidade de ler esse livro após um destaque no panfleto da Biblioteca Hans Anderson. Adoro Franz Kafka e a figura da boneca no imaginário infantil.
A boneca é muito simbólica e expressa os sentimentos, desejos, amores, medos e frustações de toda menina.
A história escrita por Jordi Sierra i Fabra é de certa forma verídica. Um depoimento, após a morte de Franz Kafka em 1924, de sua companheira Dora Dymant foi o base dessa história.
A narrativa gira em torno de uma menina que perdeu sua boneca num parque em Berlim. Kafka comivido com a tristeza da criança, resolve dizer que sua boneca na verdade havia viajado e ele como “Carteiro de bonecas” estava com uma carta dela.
Cometido por tal emoção, ele acaba embarcando nessa ficção para tentar trazer algum conforto à menina, e ao mesmo tempo acaba por entrar numa epopéia criativa de uma série de cartas (21 no total) onde a boneca viajante descreve suas aventuras.
O livro conta superficialmente sobre as cartas, até porque as verdadeiras nunca foram encontradas. Mas a idéia toda é muito interessante e inusitada. Eu achei o livro bacana, mas esperava um pouco mais. Acho até que o autor não captou a maneira como Kafka escreveria tais cartas e muito menos seu conteúdo, mas também quem ousaria entender a mente de um gênio?!
Ele mesmo escreve ao final: “Quanto a mim, permiti-me a transgressão: inventar essas cartas, terminar a história, dar-lhe um final imaginário. (…) O que aconteceu é tão belo que o resto carece de importância. A única coisa evidente é que aquelas cartas devem ter sido mais lúcidas que as recriadas por mim”.



li este livro e adorei….
ele conta os valores que homem tem de bom e não deixa a menina sofrer…
a mulher dele tambem tambem ajudou ele, o que foi muito bonito da parte dela. porque no momento que ele mais precisou ela esteve ao seu lado!!!
Imagino a dificuldade que teve Jordi para retratar uma aventura kafkiana,visando a minucia de detalhes que Kafka tem em seus escritos;achei o livro ótimo uma leitura agradavel e satisfatória.