Me interessei por este livro pois em Julho, estive no fórum em São Paulo sobre mobilidade: “Cidades, bicicletas e o futuro da mobilidade.”
O próprio David Byrne estava presente. O fórum aconteceu no Sesc Pinheiros e foi muito bacana. Em seu discurso, Byrne falou muito sobre o isolamente das pessoas nas cidades, sobre urbanismo, arquitetura e contou um pouco da sua experiência como ciclista. Além dele, pude ouvir o sociólogo Eduardo Vasconcellos, o secretário de transportes municipais e presidente do CET/SPTrans e o bike-repórter Arturo Alcorta.
Dá para asistir o fórum neste link.
Então, imaginem como eu estava super empolgada com a leitura deste livro. De certa maneira isso pode ter elevado demais minhas expectativas e confesso que fiquei decepcionada com a leitura.
O livro é mais um diário de viagem do cantor e fala muito pouco (menos do que eu gostaria) da experiência de andar de bike em diversas cidades. Os capítulos, divididos por cidades, iniciam de forma mais incisiva sobre o assunto, mas depois ele se perde um pouco sobre seus pensamentos e julgamentos.
Existem capítulos inteiros em que Byrne fala realmente muito pouco sobre a estrutura social, arquitetônica e a experiência de pedalar por aquelas ruas.
Uma parte sensivelmente interessante do livro encontra-se no final. O capítulo “Nova York”, o “Epílogo” e o “Apêndice” valem a publicação.
No mais, achei o livro bem sem sal.


